domingo, 15 de junho de 2008

Roses by Outkast




Videoclipe: Roses
Artista: Outkast
Álbum: Speakerboxx/The Love Below
Diretor: não encontrado

O videoclipe em questão opta, como um todo, por dialogar não só com o imaginário do colegial norte-americano, mas também com a visão estereotipada tão propagada pelas produções hollywoodianas principalmente, além da sua estrutura e seus respectivos clichês. Tal vínculo de ordem narrativo-clássica é perceptível tanto na apresentação de personagens, como na montagem paralela que leva ao clímax (no caso, o encontro dos dois grupos rivais no auditório, seguido pela briga). Ao final, algo que lembra um "happy ending" para a personagem principal – da música e do videoclipe – Caroline, no que dá a impressão de que ela deixa todo aquele passado para trás, em busca de um futuro promissor. Até o jogo de imagens utilizando o anuário como referência já é bem manjado. Tudo isso é colocado no clipe como sátira aos clichês do high school, que se repetem incessantemente tanto nos filmes, quanto no real high school americano de fato.
O vídeo não é puramente plástico, porém há grande preocupação estética com figurino e cenário, indispensável por remeter a um universo já tão midiaticamente trabalhado. Ainda com relação à estética, a época que o videoclipe retrata não corresponde ao ano do seu lançamento, explicitando-se assim a tentativa de traçar uma linha de volta no tempo. Este fator, por sua vez, colabora para que o produto audiovisual não tenha caráter perecível, e que, assim, seja sempre motivo de entretenimento, crítica e promoção infindáveis, entre outras finalidades. Outro ponto positivo é que, apesar de remeter ao tempo passado, contém símbolos do high school que permanecem imutáveis, como: o anuário, o auditório, corredores com escaninhos, grupinhos com jaquetas combinando, etc.; o que facilita a identificação por parte do espectador, já que não constitui caráter específico, e sim abrangente. Vale considerar, no entanto, que a escolha do tema “colegial” já é pertinente em si mesma, pela própria constância dos símbolos.
A banda não aparece tocando e cantando em imagens inseridas aleatoriamente no videoclipe, como ocorre na maioria dos videoclipes em que o artista aparece. Ao contrário, a apresentação da banda Outkast está ao centro da trama – mesmo que na figura dos The Love Below. É ela que liga todos os demais personagens e acontecimentos concomitantes, além de não fugir ao formato, já que consiste num show de talentos, freqüente no contexto colegial norte-americano (cuja temática é geralmente a chegada da primavera, o natal, e, neste caso, o dia dos namorados).
Quanto à sua linguagem publicitária, o videoclipe exerce com perfeição a sua função de promover, mais do que o artista, a música como um produto. Em poucos minutos, o vídeo consegue criar um universo (com personagens e tudo) que se torna inerente à música. Uma vez que o espectador assiste ao videoclipe, torna-se impossível para ele ouvir a música outra vez sem que ela desencadeie uma série de associações imagéticas em sua mente, muitas delas contidas no vídeo. A música, aparentemente sem sentido, que fala o tempo todo de Caroline, somente adquire significado com o videoclipe, quando podemos não só conhecer a personagem, mas o dado contexto no qual ela se enquadra.

Sabrina Borges.

Nelly Furtado - Try por Sophie Muller




Música: Try
Artista: Nelly Furtado
Álbum: Folklore
Ano: 2004
Diretora: Sophie Muller

Antes de Nelly Furtado se tornar uma promiscuous girl, a cantora já trabalhou com músicas bem alternativas ao cenário POP contemporâneo: Try é um exemplo disso.

Dirigido pela famosa Sophie Muller (Don't Speak, No Doubt; Song Two, Blur; Secret Smile, SemicSonic; She will be loved, Maroon 5; entre outros), o video clipe conta com uma proposta diferente.

Assim como em quase todos os seus outros vídeo-clipes, a fotografia é uma preocupação primordial. A beleza das imagens utilizadas acaba sempre nos distraindo do foco principal do vídeo: a música.

'Try' não vende a artista. E também não conta uma história onde o cantor é o protagonista ou apenas o narrador invisível. Nelly Furtado não é a mocinha, nem a vilã. E o final feliz é completamente relativo, assim como o conceito tradicional de início, meio e fim. Não é possível identificar nenhum desses três aspectos no vídeo clipe.

A intenção de Sophie Muller a meu ver é fazer com que o espectador crie a história. Ela apenas lhe entrega os personagens: descubra você a razão deles estarem ali.

As cenas não são diretamente conectadas, e a verdade é que não sabemos se realmente podemos descrevê-las como cenas e não uma seqüência de fotos sobre diversos acontecimentos aonde seu único elo de conexão são os dois personagens. Um exemplo disso é quando por diversas vezes a foto cena do homem na montanha com um touro aparece no vídeo.

Sophie Muller, quase que literalmente, lhe entrega o contexto e fica à sua responsabilidade imaginar uma bela história (ou não) para o que acontece dentro daqueles 4 minutos.

É curioso também, que ao contrário da maioria dos diretores, que ao trabalhar com um artista de origem não norte-americana, o tenta incluir ao máximo dentro daquela cultura. Sophie Muller se aproveita da origem portuguesa de Nelly Furtado e trabalha com ela no figurino e até na maquiagem, valorizando os traços marcantes do rosto da cantora usando pouca maquiagem.

Gosto também de como a diretora trabalha os movimentos da câmera alterando close up's com cenas de plano médio numa seqüência sempre muito rápida, variando de acordo com o ritmo que a música alcança, mais evidenciado no ápice frenético no final.

Gosto também dos cortes abruptos que a diretora escolheu, acho que reforça ainda mais a estética do vídeo não possuir uma linha do tempo. A iluminação também é fraca e acaba contrariando as regras de que o artista deve estar em foco, iluminado. A utilização de poucas cores reforça esse conceito.

Quem quiser saber mais sobre a diretora Sophie Muller só precisa digitar o nome dela na wikipedia.

Beijos a todos,


Juliana Tavares - EC6

Soundgarden - The Day I Tried to Live



Artista: Soundgarden
Música: The Day I Tried to Live
Álbum: Superunknown
Ano: 1994
Diretor: Matt Mahurin

The day I tried to live
I wallowed in the blood and mud with
All the other pigs

Para falar desse clipe, é fundamental falar, ainda que rapidamente, do próprio movimento Grunge. Para quem não sabe, esse movimento, no qual o Soundgarden esteve inserido até o pescoço, aconteceu em Seattle e estourou no início dos anos 90. Os grunges eram/são reconhecidos pela postura mais largada, ou suja, se preferirem. E é sobre essa estética que quero comentar. O sujo está muito presente nesse clipe. Para começar, a própria qualidade da imagem é algo embaçada e a opção pelas cores frias ajuda a transmitir o ar mortiço de Seattle, que parecia marcar a “aura” em volta do movimento. Além disso, o sujo, o desarrumado, o fogo e a fumaça dialogam com os ruídos das guitarras para compor o cenário largado.

Além da estética do lixo (forma), o conteúdo do clipe de The Day I Tried to Live revela significações interessantes, como a inversão da gravidade (seriam os grunges tão subversivos a ponto de negar a lei da gravidade). Todos os símbolos convergem para retratar o conflito existencial. O destaque para a presença da guitarra (em chamas, diga-se de passagem) pode parecer óbvia em um clipe de rock, mas o instrumento pode ser considerado um símbolo importante. Observe que os momentos de decisões mais importantes (como fugir do hospital) são acompanhados pelos ataques mais poderosos das guitarras.

Também não podemos deixar de falar do poder narrativo do videoclipe. Nesse ponto (e não só nesse) The day I tried to live não é nada revolucionário, mas ainda assim essa característica é digna de nota, pois essa narrativa se dá de maneira surpreendentemente linear, para um clipe cheio de imagens aparentemente aleatórias (observem o cara de branco levantar, girar em torno de si mesmo e voltar a sentar no sofá, aos 2’13”). O vídeo apresenta até um personagem principal, que parece ser o eu-lírico da canção, o foco do conflito. Como diz a epígrafe, o clipe chafurda, sim, na lama, no sangue e, por que não dizer, no fogo (tão presente no clipe), mas consegue contar uma história bem contada.

Marcello Henrique Corrêa – EC6

Weezer - Pork and Beans



Música: Pork and Beans
Artista: Weezer
Álbum: Red Album (lançamento em 23 de junho, mas já dá pra baixar)
Ano: 2008
Diretor: Matthew Cullen

O Weezer é uma banda californiana de 1992 decididamente nerd. Desde o começo a aparência e postura de seus integrantes apenas reafirmavam isso. Com seu mais recente álbum e o clipe de divulgação da música “Pork and Beans” isso é apenas reafirmado. O vídeo é uma compilação dos diversos vídeos virais que já conseguiram seus 15 minutos de fama no YouTube. Atualmente ele mesmo é o vídeo mais visto do site, alcançando mais de dois milhões de visitas em menos de 24 horas.

A idéia de compilação não é lá muito original, mas a forma de execução sim chamou a atenção. Não foi uma simples montagem das imagens ou tributos, mas as próprias “personalidades” foram convidadas a participar. E sua idéia se encaixa perfeitamente à letra da música, talvez até mesmo dando um significado diferente. Dizer que não se importa com que os outros pensam sobre aquilo que você faz é comum, mas atrelar isso aos vídeos despreocupados das pessoas que os liberam na internet (ou os amigos dela) garante um fôlego a mais. Até porque nem todos aqueles retratados conseguiram uma boa imagem (alguém se lembra do Star Wars kid?)

Além disso, o clipe brinca com a memória dos internautas. Memória essa que pode ser apenas imaginativa em muitos dos casos. Você pode não ter visto o vídeo, mas comumente já ouviu falar de alguma forma. É um exercício divertido, ainda mais num momento em que podemos dizer, talvez posteriormente, que a natureza videoclipe mudou. Se antes era necessário haver um programa ou canal específico para sua divulgação, hoje todos estão acessíveis com poucos cliques. Aliás, a declaração dada por Zico Góes, o diretor da MTV Brasil, no início de 2006, apesar de apocalíptica, prevendo a morte do videoclipe, tratava um pouco dessa questão.

Então essa pode ter sido a grande sacada do diretor Matthew Cullen, da companhia Motion Theory. Ele já possui um longo repertório em vídeos comerciais para grandes empresas como a Nike EA Games, Directv e ESPN, além de ter trabalhado com bandas como Modest Mouse, Beck, Matysiahu e R.E.M.. Isso garantiu a ele diversos prêmios, sendo inserido na “Hot List” da revista “Rolling Stone”. “For people who aren't on the internet, this is like a web CliffsNotes to getting into internet culture”, declarou após liberar o clipe na web. E você? Quantos reconhece?

Para os preguiçosos e curiosos, os vídeos são: One Man Band, Numa Numa Guy, Dramatick Chipmunk, Original Chipmunk, Afro Ninja, Diet Coke and Mentos, GI Joe PSA, T-shirt World Record, Leave Britney Alone, All Your Base Are Belong To Us, Miss Teen USA, Ryan vs. Dorkman, Star Wars Kid, Crank That Soldier Boy, Evolution of Dance, Chocolate Rain, K-Fed's PopoZao, Daft Hands, Daft Bodies, Kicesie's Sex Ed, Ask a Ninja, Kelly Likes Shoes, Sneezing Panda, Dancing Baby, Peanut Butter Jelly Time, One-handed Rubik's Cube, Will It Blend?, Charlie The Unicorn e, quem sabe, outros...

Pedro Gabriel - EC5

OK Go - "Here it Goes Again"

Música: Here it goes again
Artista: OK Go
Diretor: OK Go
Album: Oh No
Ano: 2005



Confesso que este clipe foi muito difícil de ser escolhido, mas isso não ocorreu necessariamente pela quantidade de videoclipes existentes, visto que muitos são repetitivos demais e às vezes com pouca qualidade. O que dificultou a minha escolha foi o fato de termos a nossa disposição videoclipes para todos os gostos e como exemplo disso, basta dizer que fiquei em dúvida entre o clipe de “Here it Goes Again” da banda OK Go, que acabou sendo o escolhido, e o clipe da música “Stan” do Eminem. Dois clipes totalmente diferentes, mas que tem um objetivo comum: a promoção do artista.

O videoclipe de “Here it Goes Again”, cujo diretor é a própria banda OK Go, foi escolhido pelo quesito “criatividade”. Não é a toa que o videoclipe até o ano de 2007 esteve no ranking de 8º vídeo mais visto no site Youtube com cerca de 17 milhões de visitas. A banda OK Go, que acabou por conquistar seus fãs sem gravadora e sem dinheiro, mas com muita criatividade, provou que um clipe bom pode ser simples, basta renovar e sair do clichê.

As imagens do videoclipe possuem uma certa relação com a letra da música quando ele repete o trecho: “Just when you think you're in control, just when you think you've got a hold, just when you get on a roll, here it goes, here it goes, here it goes again.”
A produção do vídeo não tem mistério, é gravado por uma câmera parada, não possui cortes e o cenário é composto por algumas esteiras elétricas nas quais os integrantes da banda realizam uma coreografia bem dinâmica e interessante. O vídeo acaba prendendo e fascinando o telespectador de tal forma que isto acaba por gerar essa promoção da banda e divulgação do trabalho da mesma.

Rayanne Rahy
EC6

Portishead - Only You



Música: Only You
Artista: Portishead
Álbum: Portishead
Ano: 1997
Diretor: Chris Cunningan

O clipe da música “Only You”, da banda inglesa Portishead, apresenta duas técnicas que, conjugadas, apresentam um efeito de sincronia com a música de certo modo difícil de ser obtido. O primeiro é dar a impressão de que o menino e a vocalista Beth Gibbons estão embaixo d’água e o outro mostra movimentos numa lógica inversa do tempo. Percebe-se esse efeito no garoto, já que apenas a cabeça de Beth parece estar submersa e poucas vezes suas ações são mostradas de trás pra frente.

A construção do clipe deixa subentendido que os dois são cobaias de alguma experiência científica, o que fica bem evidente no figurino, na iluminação, no galpão como cenário e na presença de algumas pessoas que observam de janelas. Um destaque especial para os momentos em que há o movimento dos cadarços do menino e na sua brincadeira com o lenço.

O clipe é dirigido por Chris Cunningham, diretor de comerciais e videoclipes, além de ser um videoartista. Possui certa experiência em trabalhar com construção de robôs para filmes, com destaque para os de “Judge Dredd” (Danny Cannon, 1995). Isso fez com que e fosse convidado por Stanley Kubrick a participar do seu projeto “A.I.”, que posteriormente foi encabeçado por Spielberg. Seus trabalhos com ficção científica talvez explique o seu interesse numa banda de trip-hop e a idéia de experiência do clipe.

Fabiane Sansão - EC5

Gotan Project - Diferente



Música: Diferente
Artista: Gotan Project
Álbum: Lunático
Ano: 2006

O apaixonante clipe “Diferente” do grupo musical de tango eletrônico “Gotan project” é lascivo e provocante . Toques libidinosos associam-se aos muito bem desenhados movimentos do tango, às pernas desnudas e aos lábios em vermelho. O desafio encontra-se na estética surrealista do clipe que conjuga a abstração e o psicológico em jogos de reflexos que espelham pares de corpos e sonhos e contemplam pernas que tangam o abstrato.

O pulsar forte do eletrônico garante ainda mais vigor ao gênero musical e à dança a par do universo melancólico do tango. Som e coreografia integram-se; as mudanças de composição acompanham as transformações de compasso; a dramaturgia se apóia nas cordas. Cenas de rua e de salão criam a coesão interna e garantem uma atmosfera de inquietude cínica própria do tango e intensificada pelo, ainda mais dançante, “eletrotango”.

A melodia doce-amarga da faixa três do, bem intitulado, cd “Lunático” recebe a sedutora voz da cantora convidada Cristina Vilallonga, que parece celebrar em versos as possibilidades da imaginação. Ao final do clipe tem-se uma surpresa confusa e fascinante.

O “Gotan project” possui uma série de videoclipes fantásticos e um grupo de fãs aficionados. Muitos deles, apesar de serem leigos em tango, compreendem cada vez que ouvem uma das músicas ou assistem a um dos clipes a viagem desobrigada do “Gotan” - tango ao contrário. O desejo que aflora é o de se dançar um tango que não se sabe qual é, mas que começa por libertar os pés.
Música: Same Girl
Artista: Usher e R. Kelly
Diretor: Little X
Álbum: Double Up
Ano: 2007




O videoclipe Same Girl, de Usher e R. Kelly, dirigido por Little X, desperta atenção devido a sua utilização como uma forma de atribuir um sentido à música que supera o retratado por sua letra. Enquanto a letra da música traduz a descoberta por Usher e R. Kelly de que estariam saindo com uma mesma garota, remetendo as lembranças do que ambos viveram com ela e a armação de um plano para surpreendê-la; o videoclipe, além de traduzir o que é expressado na letra, ao final, supera-a, trazendo uma nova informação para o telespectador: os dois não estariam saindo com uma mesma garota, mas sim, com duas gêmeas.

É interessante observar que mesmo que obedeça a uma ordem cronológica, o videoclipe Same Girl, às vezes realiza flash-backs (ao representar as lembranças de R. Kelly e Usher sobre a garota com a qual saíram) e progressões temporais (ao mostrar o plano dos dois).

Além disso, os próprios cantores são colocados como personagens, utilizando inclusive seus próprios nomes, claramente evidenciados no celular utilizado nas ligações que aparecem ao início do clipe. Toda a história contada pela música e ampliada pelo videoclipe se constrói como se estivesse de fato acontecendo com Usher e R. Kelly.

Luisa Carneiro Alves
EC6

sábado, 14 de junho de 2008

NUDE - Radiohead



Música: Nude
Artista: Radiohead
Álbum: In Rainbows
Ano: 2008
Diretor: James Houston

Sugiro que a análise siga a seguinte ordem:
- Assista ao vídeo;
- Leia o comentário;
- Ouça a música;

Essa ordem não é necessária, porém facilita bastante a seqüência de apreensões.

Sem dúvida esse é um dos melhores vídeos que já vi! Não o conhecia antes. O encontrei pesquisando vídeos para esse trabalho... valeu a pena!

Mas é necessário que haja uma explicação básica sobre a origem e motivações para a criação dessa obra prima da videografia. Primeiramente esse não é um videoclipe qualquer. Ele é a reprodução técnico-informática de uma música de verdade. Isso mesmo... A “música” (alguns certamente não considerarão música) tocada no clipe não é a verdadeira. É uma pequena longa história...

Acredito que grande parte de vocês conhece a banda Radiohead (grupo britânico de rock alternativo). No entanto, não sei se todos sabem, ela promoveu um concurso de videoclipe para qualquer um que se candidatar, não precisa nem ser fã da banda. Pois é... nesse momento ele está rolando e visa uma competição de videoclipes para músicas do álbum mais recente da banda, In Rainbows (2007).

Bom, Nude é a segunda música do CD, não era nem a mais badalada, porém já entrou para a história devido ao videoclipe enviado por James Houston, um britânico técnico em informática que apenas desejava participar do concurso.

O vídeo ficou tão famoso que muitos nem sabem que não é um clipe oficial (o clipe da música é outro) do Radiohead. Além disso, grande parte das pessoas que viram o vídeo, porém não conheciam In Rainbows, pensam que a “música” do clipe foi mais uma das propostas alternativas do Radiohead.

Após essa “minintrodução”, creio que são bastante claros os meus motivos para escolher esse videoclipe que, claro, é um dos mais cotados para ganhar o concurso que divulgará o grande vencedor em 28 de junho. Nem preciso dizer que o vídeo é extremamente simples, o baixo custo de produção é evidente. É a sutileza e a humildade que dão o tom da profundidade da proposta.

Pensem nas bandas dos anos 50 e 60. Como elas se apresentavam? Elas se colocavam muitas vezes em um palco simples e baixo de um programa de auditório; se dispunham de maneira simétrica e homogênea, para não desagradar os olhos do público; e preservavam a formação tradicional: bateria e backvocals em último plano, baixo e guitarra em segundo plano e vocal em primeiro plano. A semelhança é indiscutível... todos os equipamentos são dispostos em cena para que parecesse uma banda dos anos 50 (notem a idade dos equipamentos e a qualidade da luz e imagem). A relação de semelhança com uma banda continua nos planos aplicados no vídeo (frontais, oblíquos e plongeé) muito fiés aos planos utilizados em clipes antigos, em que somente havia a banda no palco.

Nesse ponto se introduz uma questão: a banda aparecia ou não no vídeo clipe? Pesquisando sobre a repercussão dessa obra encontrei algo que seriam as funções do grupo musical do vídeo:

Finlandia Monitor – Backvocals
Epson LX-86 Dot Matrix Printer – Bateria
HP Scanjet 4c – Baixo
Sinclair ZX Spectrum – Guitarras (ritmo e chumbo)
Hard Drive Speakers- Vocal

Para dar mais certeza ainda de que a banda estava presente no vídeo, ao fim do mesmo os quadros se focam no nome (marca) no equipamento utilizado, como se fosse a apresentação dos membros da banda, da mesma forma como ocorre em grupos musicais que fazem questão de divulgar quem faz o que na banda.

Pessoalmente, creio que o grupo estava lá. A banda era de fato os ultrapassados equipamentos de informática utilizados no videoclipe. Talvez o pequeno James Houston nem tenha pensado nisso, porém acho que essa representação levanta toda uma questão sócio-política sobre o que estamos nos tornando. Pode ser algo levado sob duas vertentes: nos tornamos máquinas, mecanizados e dependentes da tecnologia ou somos inanimados, estáticos e conformados. Se a intenção foi essa, não sei, mas além do videoclipe ser genial ele é eficaz na reprodução da música.

Quem quiser ouvir a música verdadeira e ver como o vídeo é fiel na reprodução, podem baixá-la através do e-mule.


Monique Pereira - EC6

Gram- Você pode ir na janela



Música: Você pode ir na janela

Artista: Gram

Álbum: Gram

Ano: 2004

Diretor: Fabrizio Martinelli

A banda Gram despontou no cenário nacional entre 2003 e 2004, quando justamente essa música se popularizou e chamou bastante atenção até mesmo por causa do clipe, que esteve entre os indicados do VMB 2004, na categoria Revelação. A banda acabou gravando 2 especiais na MTV, mas não emplacou, estando hoje quase esquecida a não ser por esse singelo clipe bastante interessante.

O que mais chama a atenção no clipe são os traços do desenho, de certa forma bastante rústicos. Entretanto é com essa simplicidade, tanto no desenho quanto na montagem, que o clipe acaba se destacando. O fato das cenas ocorrerem quase sempre num mesmo plano, dá uma idéia de continuidade, que vai ao encontro da estória contada. Além disso, o desenvolvimento do clipe também é interessante pela facilidade de compreensão. Não é um vídeo com uma tentativa de contar um caso que ninguém entende.

O diretor, Fabrizio Martinelli, além de dirigir clipes e DVDs, é também guitarrista da banda Hateen, na qual também participa na direção de alguns vídeos.


Luiz Fernando E. Pecis- EC5

Madonna - Material Girl

Música: Material Girl

Artista: Madonna

Álbum: Like a Virgin

Ano: 1985

Direção: Mary Lambert


Após assitir a diversos clipes, um dos que mais me chamou a atenção foi "Material Girl". Olhando com atenção, podemos perceber que trata-se de um típico videoclipe dos anos 80, devido à presença de figurantes dançarinos, o uso da maquiagem e a necessidade do cantor bancar o ator. Mas o interessante foi descobrir que esse foi o primeiro clipe a assumir uma intertextualidade audiovisual. Isso porque Madonna reproduz a clássica cena musical "Diamonds Are Girl´s Best Friend", interpretada por Marylin Monroe no filme "Os Homens Preferem as Loiras", de 1953. Aí, encontramos uma das estratégias que desde então outros videoclipes vêm assumindo: o da paródia, mas não necessariamente no sentido negativo. O vídeo foi totalmente inspirado na cena do filme e percebemos isso claramente, pois o figurino de Madonna e dos dançarinos, o cenário e a encenação são muito parecidos com o original.

O refrão da música parece impregnar em nossa mente e percebemos ritmo na dança de Madonna com os figurantes. Já a essência do clipe é construída pela alternância entre as imagens da dança (com todas aquelas cores berrantes, como o palco vermelho, o vestido roxa-choque e o brilho ofuscante das jóias) e da história da personagem, que, no final, troca presentes caros pelo amor de um homem que lhe dá flores singelas. Isso se contrapõe com a idéia de garota materialista, proposta na música.

Esse clipe fez tanto sucesso, que Madonna passou a ser chamada de garota materialista pela mídia. E neste vídeo, a cantora assume mais uma vez a posição de mulher dominadora e independente. Concluindo, entendemos que "Material Girl" não rompeu com estéticas, mas foi importante no sentido de nos proporcionar uma comparação com o cinema.

Maria Vitória Sad - EC5

A Beautiful Lie - 30 Seconds to Mars



Música: A Beautiful Lie
Artista: 30 Seconds to Mars
Álbum: A Beautiful Lie
Ano: 2005

Direção: Angakok Panipaq


Envolvida na causa de defesa ao meio ambiente, a banda 30 Seconds to Mars utiliza seu videoclipe para atentar aos impactos ambientais gerados pela ação humana. A Beautiful Lie aproxima-se por demais de uma estrutura de documentário, dialogando com elementos inerentes a este. O vídeo, que foi filmado na Groenlândia, inicia-se com depoimentos de habitantes de tal região, os quais apontam para as conseqüências do derretimento das calotas polares.


Além disso, o clipe faz uso intenso de imagens panorâmicas que trabalham na construção de um discurso que destaca a natureza que tanto se deseja preservar. Já nos momentos em que a câmera focaliza a banda, o enquadramento se torna estático e a velocidade das imagens se reduz, de forma que o movimento é capturado em câmera lenta, contrastando com o ritmo da música.


Júlia Faria - EC.6


Charlie Brown Jr. - Só Por Uma Noite

Música: Só Por Uma Noite

Artista: Charlie Brown Jr.

Diretor : Johnny Araújo e Chorão

A característica mais importante desse videoclipe é a metalinguagem. A banda simula a gravação de um clipe, no qual o diretor, interpretado pelo também músico Paulo Miklos, é a figura principal. Ele erra o nome da banda e diz como os músicos devem se comportar, o que não deixa de ser uma sátira a figura do diretor (chato, que só pensa em dinheiro e "manipula os artistas"). O uso dos balões iguais aos das HQ, mostrando como cada músico agiria se fosse o diretor, ajuda a montar a imagem da banda. Eles demostram os pensamentos dos integrantes cheio de palavrões, coisas sem sentido, mulheres, agressões ao diretor, caracterizando o jeito "rebelde" e "descolado" Charlie Brown Jr.. A figura da barata, "filosofando" no fim, dá um tom cômico ao clipe.

Todas essas diferentes características tornam o videoclipe interessante do ponto de vista da linguagem, que de certa forma o diferencia dos demais.

Losing My Religion - R.E.M.




Música: Losing My Religion
Artista: R.E.M.
Álbum: Out of Time
Ano: 1991
Direção: Tarsem Singh

Há uma preocupação em postar aqui videoclipes inovadores, mas confesso que tenho uma certa dificuldade e até receio de afirmar que este é, de fato, inovador, embora tenha sido dirigido por um hindu considerado diretor de vanguarda. Losing My Religion difere na estética e nas representações fílmicas de modo inusitado no primeiro olhar. Alguém pensa nestas imagens quando escuta a música? Certamente não, mas aí está o grande trunfo do clipe que poderia ser o de qualquer outro.

Associar letra, som e imagem exige, sem dúvida, um esforço de fuga de obviedades. Como seria óbvio demais se aparecesse um rapaz virando a esquina no verso "That's me in the corner". Para mim, um videoclipe deve ir mais além disso e atribuir novas significações à música que por si só já é cheia de significados. Por isso, estive à procura de clipes que trouxessem de modo não convencional o vocalista cantando e atuando. Fórmula bastante conhecida, e que quase sempre se torna frágil e inocente na maioria dos videoclipes que conhecemos. O que não é o caso de Losing My Religion, no qual os integrantes da banda aparecem de três formas: como operadores de iluminação (um dos aspectos que garantem a boa execução do clipe com visual significativo); como personagens pertencentes ao imaginário religioso, devido às representações com referências à arte; e sobre o "palco", no qual não somente cantam, como também atuam. Isso fica bem claro logo no início, quando o tom teatral é atribuído pelos movimentos de cada um em cena, com a câmera posicionada no lugar do espectador.

No decorrer do clipe, intercalam-se imagens oníricas coloridas representando religiões como o hinduísmo, e outras em que imperam tons pastéis e escuros, próprios do tipo de arte renascentista e barroca, artes a que muito devemos nosso imaginário do cristianismo. Por isso, muitas vezes temos a impressão de estarmos defronte a quadros em movimento. Repare que a iluminação é claramente criadora dessa atmosfera.

Não poderia escolher outro clipe, porque, particularmente, ele atende meus gostos e interesses: teatro, diálogos com produções artísticas e discussão sobre religião. Acho válido dizer que me lembrei de Losing My Religion enquanto folheava um livro sobre Leonardo Da Vinci num sebo. Perfeito para quem não conseguia se desvencilhar de pensar em clipes do The Wall (Pink Floyd), pois, tenho uma certa implicância com clipes em que aparecem cantores cantando e banda tocando. Redundância irrita mesmo.


Monike Mar, EC6.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cara Estranho - Los Hermanos



Música: Cara Estranho
Artista: Los Hermanos
Álbum: Ventura
Direção: Caito Ortiz e Doca Prado

O que considero mais interessante nesse clipe é a total consonância entre a mensagem transmitida pela música e a transmitida pelas imagens. Ambas funcionam em conjunto para causar no espectador/ouvinte a sensação de estranhamento anunciada pelo nome da música.
Não só a idéia de usar um personagem que é literalmente (com o perdão do clichê) "um peixe fora d'água" , mas principalmente por se tratar de uma criatura metade peixe e metade homem, que, pela sua parte humana, ainda consegue causar uma sutil identificação. Isso, paradoxalmente, aumenta ainda mais a sensação de repulsão ao ver o clipe.
Além do personagem, a forma como ele é filmado, os ângulos assumidos pela câmera e a flexibilidade temporal também são recursos que constroem o sentido do clipe. A imagem captada com a câmera no chão, o tempo que volta (o homem-peixe está no chão do banheiro e na imagem seguinte está de volta na cama), as tremedeiras, o suor e o esforço que caracterizam a criatura são todos elementos que causam incômodo, que transmitem angústia e desespero.
A câmera também assume um papel importante quando aparecem os componentes da banda. Eles aparecem, em um primeiro momento, de forma metonímica, sendo filmadas apenas partes do seu corpo. Em seguida, percebe-se um aproveitamento dos recursos visuais, quando ocorre a sobreposição da imagem dos componentes. É interessante perceber que o estranhamento, nesse momento, surge pela dimensão da imagem dos músicos, usada de forma diferente do convencional: aqueles que têm apenas uma parte do rosto filmada são grandes e ocupam todo o fundo da imagem, enquanto aqueles que são filmados de corpo inteiro são muito pequenos e ocupam um espaço desprezível no nosso campo de visão.
Podemos dizer que o fim do clipe completa o ilogismo representado desde o início, ao fazer a fusão entre as imagens da banda tocando a música e do homem-peixe, que até então pareciam não ter relação alguma.
Para "Cara estranho", nada melhor do que um clipe estranho.
Elisa Ramone.

Red Hot Chilli Peppers - Can't Stop

Can't Stop
Red Hot Chilli Peppers
By the way (2002)
Diretor: Mark Romanek



É impressionante a quantidade de coisa legal que o videoclipe permite criar. É só ver a dificuldade que todo mundo tá tendo pra escolher qual clipe postar. É pelo lado bom, são tantos os clipes legais que as dúvidas são mortíferas. Comigo não podia ser diferente. A escolha por Can't stop foi muito, muito difícil. De certo modo eu quis homenagear a banda, que está longe de ser minha favorita, mas foi uma das que mais me chamou atenção para o mundo dos videoclipes. A atenção que o Red Hot Chilli Peppers tem ao fazer um clipe é notória. Gus Van Sant (Under the Bridge e Desecration Smile) já dirigiu dois clipes da banda, outro foi dirigido por Anton Corbijn (My Friends) e a presença de inovações é tão obrigatória quanto Anthony Kiedis sem camisa (qual o problema dele com vestimentas, afinal?). Californication e seu vídeo-game divertidíssimo, Other side e sua estética cubista/surrealista, Around the World e seus cortes magníficos, a total inovação de Give it away ou a participação querida de Beavis and Butthead em Love Rollercoaster... A lista é extensa.

Dela escolhi Can't Stop porque eu me reapaixonei totalmente pelo clipe quando o revi. Desde Flea com a cabeça de hipopótamo a Kiedis entre as folhas da palmeira, o clipe tem um tom leve, sem perder a energia de uma performance ao vivo, simplesmente adorável. O clipe mostra uma performance da banda intercalada por ações totalmente desconexas e extremamente abstratas dos quatro integrantes. Coisas do tipo equilibrar um balde na cabeça, segurar muitas garrafas plásticas vazias ou se "vestir" de uma barraca de acampamento.

A explicação vem ao final do clipe: "Inspired by the 'One-Minute Sculptures' of Erwin Wurm". Erwin Wurn é um artista contemporâneo austríaco. Daí a impressão (totalmente proposital) do clipe parecer uma grande instalação de arte. Desde a iluminação ao fundo branco, a intenção era um clean-cut. O laranja foi escolhido por Romanek para ser a cor vibrante do clipe. Os outros elementos coloridos são todos partes das "esculturas": os baldes amarelos, as garrafas e cadeiras azuis, a barraca prateada, os sticks de luz laranja, a gigantesca cabeça roxa de um hipopótamo, os marshmallows rosas... O uso de elementos do cotidiano tem também a ver com a letra da música "Choose not a life of imitation, distant cousin to the reservation". Os erros e dificuldades foram também incluídos no clipe -- como quando Flea está brincando com uma bola e ela sai de seu controle. O contraste de cores, conjugado a cortes rápidos e a linearidade fragmentada das diversas ações desconexas, dão um tom muito dinâmico e contemporâneo ao vídeo, exatamente como pretendido por Romanek. O diretor queria retratar o tom despretensioso, brincalhão e divertido da banda. (De fato, que outros integrantes aceitariam enfiar canetas nas narinas ou desfilar com cabeças de hipopótamos?)

Aqui estão duas fotos de obras de Wurm que serviram como referência para Romanek montar o clipe:






Marcella Huche - EC6


Ready For The Floor - Hot Chip



Música: Ready For The Floor
Artista: Hot Chip
Album: Made in the dark
Dirigido por: Nina Nourizadeh
Ano: 2008

O viedoclipe se passa numa indústria e a própria música lembra um pouco esse ambiente. A repetição das palavras e os sons eletrônicos lembram o funcionamento de uma fábrica, algo como uma linha de produção. Até mesmo os movimentos de câmera de afastamento e aproximação e a performance dançarinas padronizadas dão esse tom.
A dualidade é um fator recorrente no clipe. Isso pode ser percebido diversas vezes, como nos cenários divididos e nas dançarinas bicolores que se dividem ou se fundem ao cenário. O vocalista da banda Alexis Taylor, protagonista do clipe, é uma mistura de si próprio com Coringa, separando-se em dois ou assumindo uma das duas personalidades. Pelo que andei pesquisando, o verso da música “You´re my number one guy” é também uma frase do primeiro filme do Batman feito pelo Tim Burton. Então, segundo o vocalista da banda, essa frase sempre esteve com ele, e depois da música pronta era inevitável incorporar o Coringa no clipe. Enquanto o Coringa se diverte criando uma série de armadilhas como num jogo, os outros integrantes da banda vão enfrentando os diversos obstáculos.
O clipe me lembrou a videoarte com uma mistura da linguagem do video com elementos artísticos. A cena em que o monitor de televisão passa alguns versos da música imediatamente me fez lembrar essa vanguarda. As cores, as formas e os movimentos do cenário e dos próprios personagens são essenciais para o experimentalismo do videoclipe. Além da videoarte, alguns elementos do clipe como as diversas dentaduras em movimento, os auto-falantes coloridos, os galões de tinta empilhados e os relógios me remeteram à arte conceitual. A disposição desses “objetos” banais conferiu um tom artístico a cada um deles.
Não há grandes movimentos de câmera já que o próprio cenário e a performance dos personagens por si só conseguem conferir um grande dinamismo ao clipe. Algumas seqüências rápidas de planos também conseguem dar um efeito bem bacana de movimento.
Enfim, vi esse clipe na MTV e gostei dele logo de cara. Para quem se interessou, independente da banda, vi outro clipe mais recente do grupo e também gostei bastante, o nome é One Pure Thought.

Fernanda Xavier de Oliveira -EC5



Star Guitar - Chemical Brothers


Banda: Chemical Brothers
Música: Star Guitar
Álbum: Come With Us
Ano: 2002
Direção: Michel Gondry

Michel Gondry é um famoso diretor de cinema do qual sou assumidamente grande fã. Quando tive a oportunidade de assistir a um DVD de clipes dele fiquei espantado com seu talento para dirigir também video-clipes. Quando tomei conhecimento da terceira reação, foi esse clipe o primeiro que me veio à cabeça, porque é realmente incrível, e embora eu já o tenha visto uma centena de vezes, não me espanto ao encontrar novidades.

Neste clipe, Gondry conjugou perfeitamente a intenção deste tipo de obra audiovisual. As imagens são absolutamente ligadas ao som de uma forma muito criativa e interessante. Para cada elemento sonoro da música há um elemento visual que aparece simultaneamente, na linearidade de uma viagem de trem. Não há exatamente uma história no clipe, mas uma espécie de música visual. A riqueza dos detalhes sonoros que muitas vezes passam desapercebidos, ganham um realce nos objetos que atravessam a tela num frenesi aparentemente aleatório. Prestando um pouco mais de atenção, percebe-se que cada elemento sonoro é sempre representado pelo mesmo objeto cênico, e que há uma relação de significação entre o som e a imagem. Para facilitar essa percepção no primeiro contato com o clipe, aqui vão alguns exemplos:

- logo no início, as árvores do horizonte parecem um gráfico sonoro quando aumentam de tamanho conforme o aumento de volume da música;
- pouco depois, as chaminés vermelhas e brancas acompanham com seu tamanho, a linha de graves da música;
- os caminhões, que não precisam de grande explicação;
- as pessoas representando as sílabas da parte cantada.

Não pretendo estragar a surpresa que foi e é pra mim assistir a esse clipe, portanto recomendo que seja visto algumas vezes. É uma linguagem inovadora, que parece ter dado conta como nunca antes (e depois) da necessidade de ligar o som a imagem quando se cria um vídeo-clipe,
sem sobrepor a importância da imagem ou do som, que é algo realmente difícil.

Em termos técnicos, o clipe também é uma obra prima. Cria, através de edição minuciosa e efeitos especiais incríveis, um "travelling-sequência" gigantesco que segue as normas ditadas pelo ritmo da música, e acaba sendo bastante real. A curiosidade é que Gondry filmou o itinerário deste trem 10 vezes durante um período de férias na França, para obter gradientes de luz, e só depois teve a oportunidade e a idéia de utilizar suas imagens no clipe do Chemical Brothers.

Drive - Incubus



Banda: Incubus
Música: Drive
Álbum: Make Yourself
Diretor: Phil Harder

Depois de vários momentos de dúvida cruel sobre qual vídeo iria postar aqui, decidi ficar com o primeiro que tinha pensado logo no dia da explicação do trabalho, o clipe do Incubus da música Drive de 2001.

O vídeo se inicia com uma referência clara a litografia do artista M. C. Escher, Drawing Hands. O trabalho de Escher possui várias outras referências em diversas expressões da cultura pop, como no desenho Family Guy e no clipe Around the World do Daft Punk, que é baseado na obra Encouter .

A partir da figura das mãos do vocalista Brandon Boyd, o desenho segue formando detalhes do rosto, as orelhas, o cabelo até completar o retrato completo do cantor. Posteriormente o vídeo se segue alternando imagens da banda tocando a música e o auto-retrato de Brandon sendo formado e desenhando partes do cenário e outros integrantes da banda. São usados muitos closes principalmente no rosto do vocalista e são alternados com movimentos de câmera em traveling ótico e normal circundando os membros do grupo de vários ângulos diferentes, na lateral, por cima e por baixo. O diretor busca outro ponto de vista de filmagem quando roda a câmera e a deixa de cabeça para baixo durante um trecho do videoclipe dando um efeito interessante combinado com as luzes do cenário do interior de um prédio da Universidade de Minnesota nos EUA.

O clipe de Drive não conta uma história, a letra da música não forma uma narrativa com as imagens. O diretor se apoia "apenas" nas imagens da banda tocando e nos momentos do efeito dos desenhos gráficos. Diferenciando esse, do vídeo da década de 80 do A-Ha (Take on Me) onde os personagens em desenho animado interagem com as pessoas reais montando uma verdadeira história em quadrinhos.

Esse clipe é uma obra do diretor Phil Harder, que trabalha nessa indústria desde o meio da década de 80, e já dirigiu mais de 200 vídeos, diversos curtas e vários comerciais de TV, sempre com um senso único de narrativa e desing visual. Tendo feito vídeos para bandas como Foo Fighters, Matchbox Twenty, Ramy Zero, The Cranberries e Prince.

Carla Beatriz Araújo EC5

Leela - Pequenas Caixas

Banda: Leela
Música: Pequenas Caixas
Álbum: Pequenas Caixas
Ano 2008

Escolhi o clipe Pequenas Caixas do Leela por não ser apenas uma animação, mas sim um jogo de vídeo game. Não sou profunda conhecedora de games, mas vi uma nítida inspiração no Mario e até no bom e velho Atari. Como qualquer jogo, não poderia faltar o chefão no final da fase, que a banda destrói com um fatality.Só aí já fica clara a inovação estética do clipe.

"Pequenas Caixas" faz parte de uma estratégia de divulgação do Leela chamada "Troço". Quando a banda começa a se questionar se deveria ou não fazer um clipe novo, resolvem criar um troço, algo inovador, que envolvesse os fãs. Esse Troço é uma interação entre o clipe, o site (pequenascoisas.com.br), e outros vídeos postados no youtube pela banda. Ao longo do clipe, podemos ver vários códigos formados por letras e números (o primeiro, por exemplo, aparece extamente aos 44 segundos do vídeo, no vidro do prédio, e é p2c5x6).

Digitando esses códigos no youtube, o espectador conhece mais sobre a banda, assistindo a vídeos secretos - essa idéia de segredo é que é a graça, afinal, quando você acha um código, corre para ver a que ele corresponde, como se fosse uma mensagem da banda só para você (nisso o YouTube atrapalha um pouco, porque quando você digita um, alguns outros apoarecem na barra de vídeos relacionados, pela proximidade entre os nomes e pelo fato de as pessoas estarem acessando um atrás do outro, provavelmente; o que ajuda quem está interessado, mas não tem saco de procurar e digitar todos os códigos). Além disso, ao final de cada vídeo eles contam como concorrer a um prêmio. Nesse primeiro vídeo, que nem é o mais legal, pedem que os espectadores descubram um enigma - quem é o melhor amigo do ator que aparece - para ganhar kit do Leela. Em outros vídeos, eles contam curiosidades sobre a banda, fazem propaganda dos patrocinadores (claro, alguém tem que bancar essa doideira :P), mostram bastidores de turnês, etc.

Acredito que essa criação do Leela seja um ótimo exemplo de como a internet vem servindo como meio de divulgação e de interação para as bandas. O Leela é conhecido, mas não exatamente famoso e escolhas assim podem ajudar bastante a atrair novos fãs.

Aliás, se alguem ficar interessado no jogo em si, ele está disponível para qualquer um, basta colocar nome e e-mail, em: http://www.pequenascaixas.com.br/game/

O vídeo abaixo traz uma introdução da vocalista da banda antes do clipe propriamente dito, que explica rapidamente o que vem a ser esse "troço".

Obs.: Procurei muito e não achei o diretor =/



Sthephani Dantas - EC6

N' Sync - Bye Bye Bye


Artista: N' Sync
Álbum: No Strings Attached
Diretor: Wayne Isham
Ano:2000
Jogue a primeira pedra qualquer garota que não tenha o CD e/ou tenha dançado algum hit de uma "boy band". No início dos anos 2000 a quantidade de grupos de meninos que dançavam e pulavam era enorme( nos quais apenas dois componentes no máximo tinham a capacidade mínima para cantar e o resto faziam figuração que não dispensavam carinhas sexy para a câmera). Talvez por causa dessa concorrência, houve uma explosão de inovações em vários clipes dessa época na tentativa de cada vez menos generalizar esse tipo de grupo musical- o que não deu muito certo, já que todos recorriam como ponto frágil/estratégico à fragilidade e histeria da adolescência. O clipe que escolhi é um dos mais simpáticos que vão além da fórmula cara e bocas+rebolados usuais. Aqui eles são mostrados como fantoches e aos poucos uma mulher vai libertando cada membro da banda cortando seus fios/laços, porém apartir daí ela começa a persegui-los. É interessante, (e um tanto duvidoso) ver os meninos fugindo da mocinha como se fugissem do capeta intercalada com a situação em que são "controlados" por ela e , é claro, com as famosas "dancinhas". Os cortes são abruptos acompanhando o ritmo que a música impõe e com a historinha de perseguição. A câmera é requisitada e utilizada para diversos planos, principalmente na fuga dos meninos que exigem muita ação, e é isso que ela nos passa ao acompanhar os "heróis em apuros". A iluminação é outro destaque, flashes de luz são usados para marcar um corte e alguns "pontos fortes" da música ( gritinhos ou paradinha estratégica).
Até a parte da dancinha é interessante, a inclinação da câmera e o controle da velocidade de cada um fazem um efeito bem bacana. O resultado final é um clipe bem encadeado e com um efeito visual atraente. É isso...Bye Bye Bye

Juliana F. Pitanga - EC5

Switchfoot - "Stars"

Switchfoot
"Stars"
Nothing Is Sound
Columbia Records - 2005
Dirigido: Scott Speer

Dentre vários e vários clipes, esse me chama atenção pelas possibilidades que apresenta.
A estrutura é mais ou menos simples, não possuindo um enredo ou uma história a ser contada visualmente, mas tendo como foco a performance. E eu acho que esse aspecto foi muito bem tratado nesse clipe.
Dirigido por Scott Speer, que já trabalhou com Madonna, Kanye West, Ashley Tisdale e até mesmo Paris Hilton (?!), a gravação foi feita nos estúdios da Universal (A parte debaixo d'água foi feita no mesmo tanque onde foi filmado "Alien") e rendeu ao diretor o prêmio MVPA Award de 2006.
O que quero ressaltar com esse detalhe do estúdio é a elevação da categoria de "Music Video" a um patamar "cinematográfico" no que diz respeito às possibilidades visuais, que estariam à disposição para se alcançar o propósito desejado pelos artistas. É como se todo o acervo estético do cinema, assim como suas tecnologias, estivesse pronto pra ser empregado nos clipes, e vice-versa. É interessante notar como as inovações tecnológicas promoveram uma incerteza em definir até onde vão os limites de cada tipo de produção, que em muitos momentos parecem nem existir, quando um clipe poderia ser um filme (pela riqueza do roteiro, atuação) e um filme poderia ser um clipe (pela sua fácil apreensão poética), sendo diferentes apenas pela sua duração. Inevitável não ser remetido ao príncípio dos clipes musicais, que não hesitavam em se apropriar e experimentar do que houvesse de recurso visual disponível pra agregar um valor "fantástico" pras obras, ou então criavam novos recursos que repercutiam em novas aquisições para o cinema.
Daí esse produto me chamar atenção, porque a fim de enfatizar a presença da banda, se utiliza de diversos efeitos visuais, desde as gotas voltando ao braço da guitarra, até a "imersão no ar" com folhas voando ao redor; ampliando consideravelmente o espetáculo.

André Portugal (EC6)

Não Adianta Negar - Os Azuis

Música: Não Adianta Negar
Artista: Os Azuis
Ano: 2008
Dirigido por: Daniel Lentini e Davi Del Penho

“Não adianta negar” é o primeiro clipe de “Os Azuis”, banda carioca formada desde 2006, por quatro jovens de seus 19 anos. A escolha desse clipe se deu devido ao fato de ele se estruturar em cima de uma idéia tão simples e ao mesmo tempo tão inovadora, pelo menos aos meus olhos. Além disso, se considerarmos que “Os Azuis” são ainda um grupo formado por anônimos, é possível pensar de forma efetiva o formato e a função comercial dos videoclipes discutidos em sala de aula. Inclusive, pode ser feita uma associação entre o fato de a banda ser pouco conhecida e o fato de seus integrantes passarem o clipe inteiro “desmontados”. É como se antes de começar a assistir ao clipe fosse proposta a pergunta: “afinal, quem são ‘Os Azuis’?”, para só ser respondida no fim, quando os “desencaixes” se resolvem.

Durante o desenrolar do vídeo nada de relevante acontece, no entanto ele consegue prender a atenção de quem assiste até o final. Há quem assista tentando raciocinar a maneira mais rápida de resolver o jogo e quem apenas acompanhe os variados movimentos da imagem, criando a expectativa de se, quando e como o “quebra-cabeça” vai se montar corretamente. Essa primeira produção de apresentação de “Os Azuis” mostra quanta energia e criatividade podem ser encontradas em produções tão simples, e ainda surpreende e diverte ao fazer uma alusão ao álbum “Abbey Road” dos Beatles no final, que pode ser considerada uma homenagem, além de indicar um pouco das preferências da banda. O que fica dessa experiência é a vontade de assistir de novo e os mais sinceros desejos de boa sorte a “Os Azuis”.

Patricia Rodrigues – EC6

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Nickelback - Rockstar

Artista: Nickelback
Música: Rockstar
Álbum: All the right reasons
Ano: 2007
Dirigido por: Dori Oskowitz


Depois de pensar e assistir a vários clipes, e ficar em dúvida entre todos... o clipe escolhido foi Rockstar, do Nickelback. Bom, pegando o gancho da aula do videoclipe como meio de promoção audiovisual dos artistas, eu escolhi esse clipe porque eu acho que ele brinca com essa função do “espectador que assiste a banda”. Foi uma idéia muito bem construída por tirar a banda do lugar de fala que ela supostamente ocupa, que é ser o foco do clipe. O diretor é Dori Oskowitz. Ele dirigiu outros clipes, como Might as well, Here I stand, de Madina Lake, os quais não tem tanta repercusão. E com o Nickelback, já havia dirigido o clipe de If everyone cared, o qual segue o mesmo estilo, só que com uma ênfase mais política. Enquanto a banda canta “se cada um se importasse”, vão aparecendo imagens de pessoas que iniciaram movimentos de luta pela liberdade, paz, igualdade, democracia, dentre outros. Mais uma vez coloca as figuras “comuns” no foco, como sendo as vozes que fazem a canção ter significado. Essa idéia também está presente no clipe do Red Hot Chilli Peppers — Tell me baby, mas eu acho essa troca mais evidente em Rockstar.
Além disso, o que eu mais gosto é a relação música-imagem (áudio+visual), porque mostrar pessoas cantando, sendo elas dos mais diferentes estilos, idades, e principalmente de vários países (os planos médios evidenciam essa última característica), legitima o “we all just wanna be big rockstars” da letra, ou seja, a música associada às imagens de “não-famosos” manifesta um desejo que seria geral, e não somente dos já rockstars, Nickelback. A música tem uma dose de crítica ao estilo de vida dos famosos e faz umas alusões às demonstrações desse estilo na mídia, como Playboy’s Mansion e Cribs, um seriado que mostra a mansão de famosos. Enfim, o clipe é simples, mas completamente mergulhado no som que transforma em imagem.

Maria Fernanda - EC6

Artista: Queens of the Stone Age
Álbum: Songs for the Deaf
Música: Go With the Flow
Ano: 2003

O clipe de "Go with the flow" nos apresenta o típico rock rétro do início do século XXI, explorando temas como a sexualidade e violência. Dessa forma ele constrói uma narrativa simples - com personagens caricaturais - que acompanha a música até o seu o clímax. O clipe procura, do início ao fim, associar a plasticidade - a falta de detalhes - criada pelos efeitos especiais aos cortes bruscos, movimentos de câmera (como travelling) e closes rápidos. Experimentando também os efeitos das cores (branco, preto e vermelho) até à explosão visual psicodélica de seu desfecho. O vídeo foi aclamado pela mídia televisiva ao ganhar a categoria de Best Special Effects (Melhores Efeitos Especiais) no MTV Music Awards de 2003.

A imagem, infelizmente não está muito boa, mas abaixo podem vê-lo na íntegra.

P.S.: Não consegui achar o nome do diretor, se alguém achar, por favor acrescente.

http://www.youtube.com/watch?v=mGyZ5P4JlAc

Red Hot Chilli Peppers - The zephyr song

Música: The zephyr song
Artista: Red Hot Chilli Peppers
Álbum: By the way
Ano: 2000
Direção: Jonathan Dayton e Valerie Faris

Sempre gostei muito desse clipe, desses efeitos meio psicodélicos e da confusão entre as imagens, então devo confessar que essa minha pré-disposição para publicar “The zephyr song” contribuiu muito na minha decisão. No entanto, também escolhi esse clipe por acreditar que ele pode ser considerado uma "videoarte moderninha”, devido às relações entre ele os trabalhos de videoarte mostrados em sala.
A graça de “The zephyr song” é, claramente, a confusão de efeitos e a grande quantidade de informações passadas simultaneamente: a mulher dançando, as sombras sobre o corpo da dançarina, as imagens duplicadas ao fundo, as cores fortes se intercalando – tudo isso ao mesmo tempo. Essa proposta plástica do clipe se assemelha aos trabalhos de videoarte e aos primeiros videoclipes, que se propunham, muitas vezes, em mostrar apenas movimentos, efeitos e cores (após a exibição de alguns videoclipes dos anos 80 em sala, acredito inclusive que haja alguma relação entre “The zephyr song” e “Blue Monday”, do New Order). Além disso, também acredito que a proposta de “The zephyr song” se associa ao princípio da videoarte de “muita informação em pouco tempo”, devido à grande quantidade de efeitos, cores, luzes e sobras exibidas simultaneamente.
“The zephyr song” é dirigido pelo casal Jonathan Dayton e Valerie Faris. A dupla dirige videoclipes desde 1982 e trabalhou em muitas músicas com o Red Hot Chilli Peppers. Depois de 24 anos lidando com videoclipes e comerciais, Jonathan Dayton e Valerie Faris dirigiram o premiado longa-metragem “Pequena miss sunshine” (2006).

Sobre segunda...

Pessoas,

vocês têm até às 9 horas de segunda-feira (dia 16/6) para postar as reações no blog. Clipes postados depois desta data e horário não serão considerados.

Aproveito para reforçar que a presença de toda a turma na aula de segunda-feira é obrigatória. Neste dia, pretendo devolver as provas da disciplina para auto-avaliação e só irei entregá-las para quem estiver presente. Os ausentes não terão a chance de se auto-avaliarem, ficando, portanto, com a nota que eu lhes atribuir.

Abs,
Tiago M.
song: Jumbie
artist:Machel Montano
album: Book of Angels
Directed by: Walt Lovelace & Advance Dynamics Limited


In addition to being Soca ( music indigenous to T&T) this song relates to Carnival vibes in Trinidad. The play on the word 'jumbie' ( a mythical being eg. ghoul, zombie etc. OR a person addicted to something) was well interpreted, using the format which is a spin-off of Micheal Jackson's Thriller. Although they used a play on words, the sense of a mas/party/ dance addiction remained true with the dancers. - these jumbie dancers put Jackson's dancers to shame, these have REAL energy, after all it is soca!
What is also good is the use of the dark lights, beings that 'jumbies' only come out at night and then in the daylight (contraluz) because 'jumbies' come out at any time.
The use of the moko-jumbies ( men on stilts) also adds a sense of humor (again a play of words) while bringing something local and relevant to the carnival spirit. What I think was well done is the line "out of body, back to yourself" where the video art comes into play. The video effect fits snuggly into place and really enhances the words giving fantastic imagery.




Keri Fabien



quarta-feira, 11 de junho de 2008

The Bravery - An Honest Mistake






Música: An honest mistake
Artista: The Bravery
Álbum: The Bravery
Ano: 2005
Dirigido por: Mike Palmieri

*An honest mistake foi o primeiro single a ser lançado do também primeiro cd do The Bravery. Escolhi esse clipe por adorar a sucessão de ações encadeada pelos dominós. Não sabia que o nome dessa “brincadeira” era máquina de Rube Goldberg – que eu não conhecia até pesquisar melhor para escrever aqui.
*O clipe começa apresentando os integrantes da banda – ou parte deles, como detalhes da roupa e do corpo de cada um. Há somente uma peça de dominó na beira de um palco, onde estão os integrantes e seus instrumentos. A batida faz com que o dominó caia e comece a “desmontar” desenhos com milhares de peças de dominó. Vários brinquedos, ovos, um aquário, bonecos, guilhotina, fogos, lâmpadas, robô, flecha surgem a partir daí (a parte do aquário é ótima, o som fica abafado como se estivéssemos submersos).
*O legal é perceber que enquanto câmeras filmam os integrantes durante suas performances, com closes, há câmeras captando todos os momentos do “efeito dominó” (literalmente), de diferentes ângulos, numa seqüência longa e única. Não pode haver falhas aqui, caso contrário, tudo (tudo mesmo) terá que ser refeito. Quando acontece um erro, o clipe acaba.
*Interessante é que todas as imagens são em preto e branco, fazendo a gente não se perder em detalhes com variações de cores. Porém, o vermelho e o amarelo são mantidos

Anna Beatriz Seilhe – EC5

Garbage - Push it



Música : Push It

Artista: Garbage
Álbum: Version 2.0
Ano: 1998
Dirigido por Andrea Giacobbe
Duração: 4'09"

Estava em uma dúvida absurda a respeito do clipe que iria escolher mas acabei optando por esse do Garbage por se tratar de um vídeo totalmente diferente do que esperaríamos de um videoclipe. Ele conta a estória bizarra de três pessoas, disfarçadas de freiras, que invadem um supermercado e tentam assassinar uma criatura que estava fazendo compras com Shirley Manson. A narrativa se desenvolve a partir daí mantendo a seqüência fantástica de acontecimentos até o final, que conta com um "twist" a mais que eu não vou revelar.

Não ser convencional, a meu ver, é a grande graça desse vídeo. Além da estória totalmente surreal, o clipe conta com recursos visuais como a constante mudança dos padrões de cores variando entre preto e branco, sépia e a colorização de determinadas partes do quadro, e a inserção de outros filmes no clipe conferem um ar caótico a tudo que se passa na narrativa (se não me engano, "Push It" é um dos poucos clipes com alguma estrutura narrativa do Garbage). Outro recurso utilizado video, que não era comum na época devido ao seu alto custo, foi o "bullet time" que consiste de câmeras que giram ao redor do objeto filmado capturando seu movimento de todos os ângulos possíveis.

Enfim, é um belo clipe, muito bem executado, que se utiliza de vários recursos estéticos e de uma narrativa surreal e muito interessante. Vale a pena assistir várias vezes. Ah sim, e a música também é boa, claro.


Bernardo Andrade - EC5

The Scientist - Coldplay

Escolhi o clipe da música "The scientist" do Coldplay pois considero muito feliz a idéia de unir "duas temporalidades em uma". O clipe se apresenta como uma narrativa linear, só que invertida. Não há sincronia entre o audio e o visual: ao passo que a imagem volta, a música prosegue, e mesmo 'andando pra trás' podemos ver que os lábios do vocalista se movem junto com o audio (ele decorou as palavras ao contrário para que o efeito fosse produzido).
A imagem em parte "realiza" o desejo expresso no verso da música "Oh let's go back to the start", voltando atrás no tempo e fazendo com que o espectador compreenda o resto da letra. O clipe foi dirigido por Jamie Thraves.

Helena Rebello - EC6

Estranho Jeito de Amar - Sandy e Junior

Música: Estranho Jeito de Amar
Artista: Sandy e Junior
Álbum: Sandy e Junior
Ano: 2006
Dirigido por: Junior Lima e Fernando Andrade

Confesso que a princípio, pensei em escolher um clipe da Shakira que, como diz em comentário semelhante no site www.muleburra.com, “quer cabelo? TEM CABELO!”, danças sensuais e um trecho cômico, em desenho animado, no qual a cantora fura com as unhas o peito siliconado de sua rival.

Minha proposta mudou e acredito, tornou-se mais consistente, depois do comentário na aula de segunda-feira sobre Thriller, que é quase um curta-metragem. Lembrei do videoclip da música Estranho Jeito de Amar, de 2006, que quebra com o formato tradicional dos demais trabalhos da ex-dupla Sandy e Junior.

A música, composta por Tatiana Parra, Júnior Lima e Otávio de Moraes, e a direção do vídeo, de Júnior e Fernando Andrade, reforçam a inclinação do cantor para a área de produtor musical neste último CD gravado em estúdio (no ano seguinte, foi anunciado o fim da dupla, com o lançamento de um CD ao vivo). Sandy, por sua vez, afirma sua presença no palco e na tela, atuando como protagonista do curta.

Estranho Jeito de Amar se destaca por ser um vídeo-curta-metragem, no qual a música é quase coadjuvante da história apresentada – que por sinal, é inspirada no filme Tudo sobre minha mãe, de Almodóvar (Espanha, 1999). No clipe da dupla, o drama envolve um casal de namorados, Luísa ( Sandy Leah) e Vitor (William Mello), que, por falta de diálogo, ciúmes e atitudes impensadas, acabam por discutir, o que culmina com um acidente.

São cenas interessantes a da escada, na qual a câmera é colocada “à pino”, e após o atropelamento, quando a câmera assume o olhar de Vitor. Em muitos momentos a falta de foco e de enquadramento é adotada como recurso estilístico, o que torna o vídeo mais orgânico, como se fosse um olhar ou uma câmera caseira. A cena na sala de espera do hospital também tem um movimento de câmera que, particularmente, acho bem interessante, afastando-se da dupla e focando uma segunda parede, onde está pendurado um crucifixo, deixando subentendido os resultados do acidente.

Eu não achei no Youtube o vídeo bonitinho, completinho até o final dos créditos. Tenho em casa a versão completa, Em formato do Windows Media Player, que depois substituo. Mas por enquanto, dá pra assistir essa sem problemas.

;*

Cinthia Pascueto - EC6

Atenção!

Pessoas, interagir com as ferramentas on line e saber utilizá-las também faz parte da avaliação da terceira reação. Por isso, não aceitarei reações videoclipescas postadas sob a forma de hiperlink. Recorram ao link "embed" de forma que o videoclipe apareça na página do blog.
Abs
Tiago M.

Travis - Selfish Jean



Música: Selfish Jean
Artista: Travis
Álbum: The Boy with No Name
Ano: 2007
Dirigido por: Demetri Martin e Fran Healy

Sim, esse clipe é familiar. Selfish Jean parece, de certo modo, o primo divertido (tipo aquele gorducho que sempre bebe um pouco demais e acaba contando todos os podres nas reuniões de família) do famoso clipe do “Bob Dylan”, no qual ele também faz a brincadeira de passar a própria letra da música, mas de modo menos, digamos, bem-humorado do que fez a banda britânica “Travis”– que utilizou camisetas sobrepostas no lugar das apáticas plaquinhas. Semelhanças à parte, esse videoclipe é especial (original é um termo demasiadamente arriscado) porque, ao contrário da grande maioria dos clipes atuais, não possui efeitos de câmera ou luz mirabolantes; pelo contrário, faz questão de manter o efeito mais amador possível. O homem que troca as camisetas com pedaços da letra é um conhecido comediante ( o também diretor Demetri Martin), e não um membro da banda – que, aliás, não parece em momento algum. Outro fator curioso é que não há corte em nenhum momento, o clipe possui uma única longa sequência e, por isso, mostra-se especialmente propenso a falhas que, de fato, ocorrem, como quando o comediante obviamente se atrapalha com os biscoitos e tem que correr para voltar a acompanhar a música (esse pequeno “lag” de reação também pode ser encontrado no clipe similar de Bob Dylan).
Além desses pequenos “tropeços”, outras características conferem um humor sutil ao clipe. Toda a construção das camisetas, desde o que está escrito ao modo como é exibida é trocada, é pensada de modo humorístico. Isso fica claro quando, por exemplo, a música ainda não começou e Dimitri exibe a camiseta com os dizeres “Music” e, posteriormente, “More Music”; ou no momento do "aaaaaaaah, Selfish Jean", que passa em volta da camiseta; ou quando a música pronuncia “Finer things in life” (melhores coisas da vida) e a camiseta exibe “Art, Music & Jaffa Cakes” (meu momento preferido ever). Até mesmo a expressão quase indiferente do comediante enquanto troca as camisetas, come biscoitos, bebe leite ou faz as mímicas é divertida, dando o arzinho cínico que a própria música também emana. Em suma, Selfish Jean é um clipe genial basicamente por ser simples, levemente tosco, desajeitado (de um jeito fofo, tipo filhote de panda), de uma obviedade absurda, e, ainda assim (e por isso mesmo) genuinamente engraçado - que nem aquele primo bêbado.


Fernanda Prates EC5

terça-feira, 10 de junho de 2008

Silverchair - The Greatest View



Música: The Greatest View
Artista: Silverchair
Álbum: Diorama
Ano: 2002
Dirigido e produzido por: Squareyed Films


Eu poderia ter escolhido vários outros clipes com uma técnica e estática mais “legais” (ou mesmo mais divertidos) do que esse como Fell in love with a girl, The hardest button to button ambos do White Stripes (ou qualquer outro deles), Keep fishing do Weezer, Aeroplane, Breaking the girl do Red Hot Chili Peppers, Jeremy do Pearl Jam, Learn to fly do Foo Fighters, Fake plastic trees do Radiohead, Coffee and TV, do Blur, entre outros milhares. Mas a nenhum desses faria muito sentido pra mim. Meu clipe favorito é esse, que mudou a minha vida – veja, foi o clipe e não somente a música. É brega, parece ridículo, mas é verdade. Aconteceu em setembro de 2002. Vários outros passaram como geniais pra mim, mas nenhum deles significa tanto. E, vai, ele é esteticamente agradável (afinal, tem o Daniel Johns com todos os detalhes em zoom), tem um toque retrô futurista que eu adoro e uns movimentos de câmera interessantes. Confesso que assisto esse clipe como se fosse a primeira vez, sempre, não sei porque. Eu não saberia “contar” o clipe. Mas hoje o olhar é diferente. Daniel Johns a parte, o clipe tem uma câmera meio de vigilância umas horas, meio via satélite, que está watching you até a espinha. Os zooms nos instrumentos musicais são sensacionais, principalmente os do baixo e o do raio-X da guitarra. Os cortes são bem na cadência da música e os atores realmente turn their heads e wait for no one (eu gosto de clipes óbvios). Daniel Johns nunca está no centro da ação, pelo menos do enquadramento, assim como todos os outros, que sempre são ou à direita ou à esquerda. Algumas imagens ficam, inclusive, fora de foco. Mas isso vem daquela análise apurada percebendo a técnica. Interessa-me mais a estética, com as roupas retrô futuristas, o tom de sépia, uns pseudo olhos mágicos que furam portas, o papel de parede horrível, mas terrivelmente antigo,Ben Gillies, tapetes, lustres, Chris Joannou, sofás, adornos, paisagens, o hotel-castelo itinerante e Daniel Johns, claro.

Luísa Ulhoa EC6

I just don’t know what to do with myself - The White Stripes

Nome da música: I just don’t know what to do with myself
Artista: The White Stripes
Diretor: Sofia Coppola
Álbum: Elephant
Ano: 2003

Se observamos, cada vez mais, videoclipes cuja estética pauta-se no caráter plástico das imagens, o que dizer então de “I just don’t know what to do with myself”, cover da música de Burt Bacharach feito pela banda norte-americana The White Stripes? Aqui não há a profusão de cores, o psicodelismo ou a multiplicidade visual, tão característicos de outras produções que estão sempre em busca de novos recursos técnicos a serem explorados. O videoclipe, dirigido por Sofia Coppola, também não tem a pretensão de contar uma história, ou, muito menos, de trazer imagens da banda. Pelo contrário, Sofia sabe trabalhar muito bem a simplicidade de imagens em preto e branco. As poucas ferramentas de que lança mão – os jogos de luz, por exemplo – conferem, perfeitamente, o tom sensual que as cenas requerem.

Um cenário simples e uma modelo (Kate Moss) dançando de forma provocativa, poucos recursos para um clipe brilhante, que coloca em perfeita sinergia música e imagem.

Luana de Freitas – EC6

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Imitation of Life - REM

O videoclipe de Imitation of Life do REM tem uma brincadeira bem interessante com o tempo e com a imagem. Saber como ele foi feito é o interessante.

A produção de 2001, mesmo tendo 4 minutos de duração depois da edição, é uma cena de 20 segundos gravada com uma câmera estática. A cena vai e volta diversas vezes e tem sua velocidade alterada. Os “closes” nos detalhes da cena são feitos através de uma técnica chamada pan and scan que possibilita a mudança no enquadramento da cena. Essa técnica que permite, por exemplo, a mudança de formato widescreen do cinema para o de televisão fullscreen. Nesse videoclipe a técnica pan and scan é usada de um modo completamente diferente, pois destaca os detalhes da cena que não poderiam ser notados.

O clipe não se preocupa em mostrar a banda, mostra apenas o vocalista Michael Stipe que é quase um símbolo da banda. Deve ser por isso que ele aparece porque sem ele e sua dança exótica talvez nem reconhecessem a banda (exagerei).

O diretor desse videoclipe, Garth Jennings, fez outros trabalhos, em conjunto com o produtor Nick Goldsmith, como o clipe Coffee & TV do Blur e, o mais recente, Nude do Radiohead. Aposto que o primeiro será postado aqui também. Ele também dirigiu a adaptação para o cinema de Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, 2005).

Vivian Macedo - EC7

segunda-feira, 2 de junho de 2008

PROVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO

CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

ESCOLA DE COMUNICAÇÃO

DISCIPLINA: LINGUAGEM AUDIOVISUAL II

PROFESSOR: Tiago Monteiro

Período: 2008.1

PROVA

Valor: 7,0 (sete) pontos

Data de entrega: 4 de junho de 2008.

Horário: até 18 horas (impreterivelmente).

Local: Sala dos Departamentos (Escaninho)

Procedimentos:

  1. Acesse http://www.lav2.blogspot.com, blog da disciplina Linguagem Audiovisual II.

  1. Assista aos 7 trechos selecionados e postados no blog.

  1. Escolha dois trechos e efetue uma análise comparativa dos mesmos, no que diz respeito à linguagem das peças selecionadas. Devem ser observados aspectos referentes:

- ao som (trilha sonora, efeitos sonoros, edição de som).

- à decupagem (planos mais freqüentes, relações campo/extracampo).

- ao roteiro (estilo dos diálogos, características dos personagens)

- à composição da cena (iluminação, cenários, figurinos, maquiagem).

- ao maior ou menor peso que é dado aos diálogos ou à imagem.

  1. A partir da análise comparativa, desenvolva um texto dissertativo (entre 3 e 5 laudas, Fonte Times New Roman 12, espaço 1,5) procurando orientar-se pelos seguintes tópicos/ questões de fundo teórico.

    • A linguagem narrativa clássica do cinema e seus desdobramentos, notadamente sob a forma de uma gramática básica adotada pelos gêneros “ficcionais” televisivos.
    • As vanguardas históricas do início do século, os “novos cinemas” das décadas de 50 e 60 e a posterior apropriação de algumas dessas conquistas na linguagem da televisão dos anos 80.
    • A estética naturalista/realista hegemônica e algumas tentativas de superação desse modelo, via realismo fantástico ou grotesco.
    • A noção de TV de qualidade como meta ou como conceito passível de relativizações e questionamentos.
    • Os interesses econômicos e mercadológicos que regem a produção de conteúdos audiovisuais na televisão.

Seu texto deve apresentar uma introdução (onde os trechos escolhidos são brevemente descritos), um desenvolvimento (onde você deve articular a análise comparativa com uma ou mais questões de fundo teórico, conectando, sempre que possível, os conteúdos discutidos em aula com observações pessoais) e uma conclusão (onde são tecidas as considerações finais).

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Trecho #4: Duas caras

Texto: Aguinaldo Silva
Direção: Wolf Maya
Exibição: Rede Globo (faixa das 21h)
Ano: 2007/2008

sábado, 24 de maio de 2008

PROVA - Etapa 1

  1. Assista aos 7 trechos selecionados e postados no blog.

  1. Escolha dois trechos e efetue uma análise comparativa dos mesmos, no que diz respeito à linguagem das peças selecionadas. Devem ser observados aspectos referentes:

- ao som (trilha sonora, efeitos sonoros, edição de som).

- à decupagem (planos mais freqüentes, relações campo/extracampo).

- ao roteiro (estilo dos diálogos, características dos personagens)

- à composição da cena (iluminação, cenários, figurinos, maquiagem).

- ao maior ou menor peso que é dado aos diálogos ou à imagem.


ATENÇÃO! A etapa 1 apenas "prepara o terreno" para a etapa 2, a ser divulgada na próxima segunda-feira. A análise comparativa que vocês realizarem não deve constar integralmente na prova propriamente dita, apenas e tão somente embasar a argumentação posterior de vocês.

Trecho #7: Caminhos do coração

Texto: Tiago Santiago
Direção: Alexandre Avancini
Exibição: Rede Record (faixa das 22h)
Ano: 2007/2008


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Trecho #6: Que rei sou eu?

Texto: Cassiano Gabus Mendes
Direção: Jorge Fernando
Exibição: Rede Globo (faixa das 19h)
Ano: 1989

Trecho #5: Pé na Jaca

Texto: Carlos Lombardi
Direção: Ricardo Waddington
Exibição: Rede Globo (faixa das 19h)
Ano: 2007